terça-feira, 29 de março de 2011

Tempo em poesia


A pedra desfez-se em grãos
de areia, e a ampulheta, cheia,
corria contra o tempo - em vão.

8 comentários:

Fabrício Franco disse...

Carina,

Seu poema me lembrou aquela música do Cazuza: "... e o tempo não para". Que saibamos aproveitar o seu fluxo...

Beijo!

Andressa disse...

ampulhetas moram no futuro e nós somos o pó deixado pra trás; quando ela se quebra, partimos.

Lívia Azzi disse...

Que sincronismo com meus pensamentos, Carina!

Estava pensando como o tempo nos faz sentir como grãos de areia no deserto...

Beijos...

Suzana Martins disse...

A pedra, em finos grãos, escorria em seu tempo, mas dentro do tempo eu procurava meu próprio tempo, deixando todo o escorrer da areia um tempo sem tempo...

Viajei, né? rs

beijos

Alicia disse...

A gente voa facinho, né...sendo grãos.

Carina B. disse...

Livia e Alicia: achei os comentários de vcs super ligados: nos sentindo grãos de areia voamos fácil. E tb sinto isso. Aliás, no deserto, foi onde me senti voar mais na vida, rsrs.

Suzana: sem viajar não tem graça! Palavras são nosso avião. ;)

Teresinha Oliveira disse...

Ampulheta é coisa antiga e sábia. Funciona perfeito, sem desperdiçar, atrasar ou acelerar mínimo grão. Ah, se soubéssemos usar nosso tempo assim.

Jorge Pimenta disse...

é das trivialidades e de tantos "em vão" que muito da essência se alimenta.
belo texto, carina!
beijinho!

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