segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

(des)canso

Tenho medo de muita coisa. Eu posso parecer forte, segura, bem-resolvida e analisada, mas é só fachada, uma armadura que uso para me proteger. Na verdade tenho muito medo. Medo de falar, de sentir... Mais que tudo eu temo me perder e não saber como voltar a esse eu que suponho que sou. Só que tem momentos que esse medo todo cansa. É exaustivo lutar tanto contra essa entrega, essa paixão, esse amor, essa coisa que você me causa e que nem nome consigo dar. Mas temo, muito, me dar assim: indefinida, imperfeita, errada. E sinto que às vezes até as minhas palavras se cansam e me escapam pela boca para descansar dentro de ti. E eu só queria poder fazer o mesmo. Escapar do meu medo, do meu controle, de mim, e descansar, tranquila, naquele côncavo entre teu braço e teu peito, que é, pra mim, o lugar mais perfeito do mundo.

5 comentários:

Suzana Martins disse...

Ah, sei bem o que é isso!!
Tenho medo até de minhas palavras que escapam por entre os dedos e encontram o papel!!

Beijos querida

Fabrício Franco disse...

Carina,

Chegará um dia que decidiremos abandonar as armaduras por reconhecer que, com elas, não conseguimos chegar ao mais fundo do outro. Que essa data seja em breve.

Um abraço!

Carina B. disse...

Medo compartilhado, Suzana! Obrigada pela visita, querida. :)
Beijos.

Carina B. disse...

Fabrício, que seja em breve mesmo! :)
Obrigada pela visita!

Tito disse...

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